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| Movimentos separatistas: necessários? | |
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| Tweet Topic Started: Mar 15 2009, 03:21 PM (5,024 Views) | |
| Caroline | Mar 15 2009, 03:21 PM Post #1 |
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Pelo Orkut afora é possível encontrar várias comunidades de caráter separatista, tais quais Poder Paulista, O Sul é Meu País e Nordeste Independente. Aposto que há muitas outras, mas foram essas que encontrei. O Brasil é um país de dimensões continentais, apresenta muita miscigenação étnica e cultural, bem como diversos níveis de desenvolvimento econômico. É inegável que o atual sistema político é deficiente e injusto, pois boa parte do dinheiro que se recolhe nas regiões mais ricas é aplicado(e muito mal-aplicado, diga-se de passagem) em regiões mais pobres. Dessa forma, tanto aqueles que são mais desenvolvidos quanto os que são menos desenvolvidos continuam com uma infra-estrutura deficiente. Obviamente, a má distribuição de recursos pelo governo gera insatisfação. A comunidade do Poder Paulista conta com 14000 membros, enquanto que O Sul é meu País conta com 16000. É pouco, se comparado ao contingente populacional das regiões, mas as idéias separatistas(no Sul, ao menos) têm muitos simpatizantes. Ainda assim, ninguém age. A revolução é virtual. Além disso, falta conhecimento técnico às pessoas que participam, pelo que posso ver. A maioria discute ideologias e tem argumentos para defender o separatismo, porém os movimentos em números não existem. Não vi nenhum dos participantes das comunidades divulgar dados relacionados a quanto dinheiro seria gasto na guerra(porque, sinceramente, duvido muito que qualquer região conseguisse a separação pacificamente), quantas pessoas morreriam, de onde viriam os suprimentos, quem seriam os parceiros. Nada de orçamento. São só pessoas descontentes, sem o conhecimento técnico necessário para fundamentar seus pontos de vista. Além do quê, ninguém entende nada de poder bélico, pelo visto. Ainda assim, tem gente que quer pegar em armas por esse ideal. Eu, particularmente, simpatizo com as idéias separatistas, embora não tenha certeza de que separar o Sul ou São Paulo do restante do país se faça necessário. O fato é: a política nacional é incompetente. Centralizar o poder num país deste tamanho é uma atitude totalmente contrária ao desenvolvimento. Cada região deveria ter autonomia para decidir sobre ela própria e dar apenas uma relativamente pequena parcela do seu tesouro ao governo central, a fim de que investimentos pudessem ser feitos em todos os lugares. Ninguém precisa sustentar ninguém. (não vou citar que a Globo acaba com os regionalismos, ca-ham...) E então, crianças, o que vocês acham? Separar é uma boa? Ou seria preferível instaurar uma política que desse mais autonomia aos Estados? O melhor caminho é pegar em armas ou tentar resoluções pacíficas? Ou, ainda, tudo está bom como está? <_< |
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"De todo o meu passado Boas e más recordações Quero viver meu presente E lembrar tudo depois Nessa vida passageira Eu sou eu, você é você Isso é o que mais me agrada Isso é o que me faz dizer Que vejo flores em você" | |
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| JR Nieko | Mar 16 2009, 05:16 AM Post #2 |
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acho que nesse mundo de uniäo européia, globalizacao e cooperacäo internacional, separar o brasil é, no mínimo, nadar contra a corrente. nunca vi na história desse mundo, movimentos separatistas baseados somente em criterios econömicos. eu sou a favor do separatismo sim, mas em regiöes como o kosovo, por exemplo, onde um povo e sua cultura sao injusticados por outro (os sérvios, no caso do kosovo). somos um só povo, claro que com claras diferencas culturais, afinal, somos o quinto maior país do mundo. acredito que o que acontece no brasil acontece da mesma forma na itália, a italiana que estuda aqui na minha escola me disse que o último lugar que ela gostaria de morar era no norte da itália, que os italianos do sul säo considerados uns parasitas pelos do norte, sem falar na máfia que lá pelo sul age. na bélgica a coisa é mais profunda, alí sim, acho que possa existir dois países. duas línguas, dois grupos etinicos e a disparidade economica, mas mesmo assim a bélgica continua unida. enfim, acho que se o sul e o sudeste se juntassem e "saissem" do brasil, nao seria separatismo, mas sim uma divisäo do país. tudo que é produzido pelos estados tambem nao cai na mäo do governo federal para depois ser distribuido, muito fica pro municipio e pro governo estadual. o que vai pras mäos da federacao é pra ser aplicado no pais inteiro mesmo, o que ocorre do brasil, acho, é a insuficiencia das politicas publicas. eu sou nordestino, mas eu também sou orgulhoso, pode parecer que eu mendigue caridade, mas näo é. na epoca que ouve uns bla bla bla de separatismo lá no nordeste, foi falado muito que o rio grande do norte é o segundo maior produtor de petroleo e gás do brasil, depois do rio de janeiro, se a gente nao tivesse que "doar" o petróleo, poderiamos ganhar muito mais com a producao e a arrecadacao de taxas de importacao, já que só somos 3 milhoes de habitantes, nao temos um grande consumo e poderiamos vender mais de um quarto de nossa producao, mas nos NAO vendemos, ganhamos algum valor quase simbólico da petrobrás. eu nao quero dizer que "oh, somos ricos", porque oi, nao somos, mas o rio grande do norte conseguiria andar sozinho sim. enfim, eu nao entendo muito bem do assunto, só analisei a tendencia mundial de integracao economica. acho que se é pra nao cooperar e "egoistizar", voltemos às cidades-estados. säo paulo mandaria o brasil tomar no cu e seria uma das cidades-estados mais ricas do mundo. |
![]() Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia um feio inventou a moda e toda roda amou o feio. (Zeca Baleiro) | |
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| Caroline | Mar 18 2009, 05:00 PM Post #3 |
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Sim, esse é um ponto com o qual eu concordo. O mundo parece estar se integrando cada vez mais, resolver pular fora disso é mesmo nadar contra a corrente. Mas o movimento não é só baseado em critérios econômicos. Na verdade, evito falar nos aspectos culturais porque tem gente que encara isso como uma diminuição da cultura de outros lugares, e é realmente chato, porque não é essa a maneira como eu encaro. A cultura de todos os lugares é digna, porém, por o Brasil ser um país realmente grande, a cultura de alguns lugares é deixada de lado em detrimento de outras. E isso não acontece só no Sul, acontece no Nordeste também; mal se tem notícia dos costumes do interior do Nordeste ou da região Norte do país. Mas, voltando ao assunto... a cultura da região Sul é, sim, diferente. É muito mais parecida com a da Argentina e do Uruguai(principalmente a do RS). Se é essa a questão, dava pra formar um outro país... assim como o Norte também poderia, o Nordeste... cada um tem suas peculiaridades.
Agora eu vou ter que discordar. Um dos impostos mais altos, o Imposto de Renda, vai direto pro Governo Federal, e não tem como fugir dele, é descontado na fonte. Além disso, tem o IPI, o IOF e o ITR, que também são impostos federais. Os principais estaduais são o ICMS e IPVA, só. E municipais são IPTU, ITBI e ISS, sendo que o último é bem pequeno. Acho muito injusto que um imposto que já chegou a 35% do salário do cidadão(IR) vá direto pro Governo Federal. É muito dinheiro. Pelo menos metade disso deveria ficar com o estado ou município. Se um prefeito quer fazer uma obra na sua cidade, tem que apresentar o projeto pra Brasília. Imagine, então, uma pessoa que governa um município que fica nas biboca, tipo Ivoti, ter que mandar o projeto pra Brasília pra ver se pode realizar a obra. Imagine que há muitos prefeitos de biboca querendo realizar obras em seus municípios, e têm que mandar o projeto pra capital federal também. Há muitos projetos pra serem analisados... isso faz as obras ficarem muito tempo esperando poderem ser iniciadas. Seria muito mais simples se o próprio município tivesse em seu cofre o dinheiro dos impostos pagos na cidade e pudesse realizar seus projetos. Além disso, não sei por que tu tem que enviar o projeto pra Brasília. O que o pessoal de lá sabe sobre a minha cidade? Quase nada, pra não dizer absolutamente nada. Então, pra que querer resolver os problemas locais a nível federal? É inútil. Quem melhor do que o governo local pra saber o que falta em seu estado/município? Com esse negócio de mandar tanto dinheiro pro Governo Federal, o que acaba acontecendo é muitas obras são realizadas nos lugares onde há grande concentração de eleitores, e poucas nos lugares onde há menos eleitores, ainda que haja gente precisando das obras em outros lugares. O Nordeste e o Sudeste são sim lugares onde há mais eleitores e, portanto, são lugares onde uma maior quantia é investida. O resto fica de lado. É revoltante, principalmente quando tu sabe que, se o dinheiro que teu estado manda pra Brasília nele ficasse, ele não teria registrado tantos déficits e não precisaria de empréstimos.
Não, eu não acho que tu mendigue caridade... tu/tua família provavelmente é daqueles que sofre com a carga tributária e só toma no rabo. :/ (aliás, a classe média só toma no rabo no país inteiro, oi) É bom que o RN conseguisse andar sozinho. É ruim que o Governo Federal faça o que faz aí também. Por isso, ainda mais, sou contra o poder centralizado dessa maneira. ... São Paulo deveria ser a capital do Brasil. |
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| Bruno | Mar 19 2009, 08:22 PM Post #4 |
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Olá a todos! Vou meter meu bedelho aqui um pouco. Como sabem, sou paulista e paulistano, então represento o único estado brasileiro que atualmente tem recursos financeiros, físicos, humanos e matéria-prima para ser competitiva o bastante para figurar sozinho entre os paises mais ricos do mundo. Apesar disso, minha posição é contrária a uma cisão que transformaria qualquer estado e região em Estados. A começar pela nossa Constituição, sabemos que qualquer movimento separatista é constitucionalmente um crime. Crime por ferir a unidade nacional. Não é pilantragem para segurar o país junto. É o reconhecimento de que Brasil é esse misto de culturas e recursos físicos, que cada região ostenta como próprio. A Constituição exalta que somos a soma de todos esses fatores e mais fortes assim. Será preciso levarmos como nome "Estados Unidos" do Brasil para que isso fique claro? Acho que não! Deveria ser um sentimento carregado com a consciência patriota, que não temos. Em segundo lugar, o argumento que já ouvi várias vezes mencionarem é que se certo estado ou região fosse independente, seria mais forte economicamente. É nesse ponto que eu coloco uma questão importante. Se um movimento tão ofensivo quanto uma cisão ocorresse, o que ocorreria com as relações entre esse novo país e o antigo que foi recortado? Obviamente, seria extremamente prejudicada. Provavelmente, haveriam políticas públicas de repúdio contra o movimento, o que elevaria as taxas intercambiais, por exemplo. De qualquer modo, ficaria mais difícil a exportação de produtos de um lado para o outro, justamente para o local onde o maior custo era somente o logístico. Então as regiões deixariam de ser parceiras comerciais e a produção teria que ser escoada para outros países, tendo uma atração comercial diminuída diante das altas taxas logísticas e tributárias. Como resumo, a desvalorização do cenário para os produtores fica clara quando pensamos que esse produtor que tinha como principal cliente outras regiões do país, acaba encontrando nessas barreiras alfandegárias uma força contrária ao escoamento de seus produtos. Nessa situação, todos perdem: o produtor perde volume de vendas, o novo país perde ao desincentivar a saída de produtos e portanto, o superávit comercial, e o consumidor perde ao encontrar produtos mais caros na prateleira. |
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Bruno Conselheiro <a href="http://portuguese-74493194642.spampoison.com"><img src="http://pics3.inxhost.com/images/sticker.gif" border="0" width="80" <a href="http://portuguese-103811892554.spampoison.com">Ajude a Combater o Spam! Clique aqui!</a> | |
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